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O futuro...

Embora não haja cura para a AR, cada vez mais se consegue controlar a doença de forma a tentar a sua remissão. Isto torna-se possível com o seguimento correcto por um reumatologista, com o diagnóstico da doença o mais precoce possível e com a introdução de medicamentos cada vez mais eficazes.

Existem muitas alternativas terapêuticas e diversas formas de tratamento, e no final tudo se baseia naquilo que o reumatologista tem para oferecer e aquilo que o doente está disposto a fazer e o quanto está disposto a lutar para contrariar a evolução da doença.

Sabemos que os doentes com AR têm um risco aumentado de doenças cardiovasculares. Por isso, controlar o peso, praticar exercício físico, não fumar e controlar os lípidos do sangue (ex: colestrol, LDL, triglicéridos) é fundamental.

Para além disso, o seguimento regular e a antecipação de problemas pode ser a chave para um melhor prognóstico na AR.

O futuro da AR é cada vez mais risonho. Se há 15 anos as propostas terapêuticas e o conhecimento da doença eram limitados, hoje a área das doenças reumáticas sistémicas, e muito em particular da AR, está em profunda evolução. Cada vez mais sabemos dados sobre a doença e a investigação de novos medicamentos para a AR deixam médicos e doentes mais esperançados de que o futuro a curto e médio prazo seja promissor.

Dr. Luís Cunha Miranda