Existe um conjunto alargado de tratamentos para a AR, mas o principal é chegar-se a um diagnóstico o mais rapidamente possível e ser seguido em consultas de reumatologia o mais precocemente possível. Será com o seu médico reumatologista que, em conjunto, chegarão aos medicamentos mais indicados para si. Quanto mais rapidamente forem iniciadas as medicações, maior é a possibilidade de sucesso a longo prazo.
Os objectivos do tratamento são reduzir a dor e a inflamação, atrasar ou parar o envolvimento e a lesão das articulações e, por fim, melhorar a sensação de bem-estar e manter a pessoa activa e válida para a sociedade.
- Anti-inflamatórios não esteróides, analgésicos e corticóides (ou corticoesteróides)
São fármacos utilizados para reduzir a inflamação (anti-inflamatórios e corticóides) e a dor (analgésicos) e são importantes para o controlo dos sintomas. Existem diversas opções e muitas das vezes, ao longo da doença, assiste-se a múltiplas trocas de tipo ou de formulação para melhor se adaptar o tratamento ao doente ou então por algumas queixas ou efeitos secundários.
O papel destes medicamentos é importante e muitos dos efeitos secundários podem ser evitados com uma utilização correcta e diversas intervenções que minimizem os riscos.
- Fármacos ou medicamentos modificadores da doença
Os anglo-saxónicos chamam-lhes DMARD’s (Disease Modifying Antirheumatic Drugs), o que, traduzido, significa fármacos anti-reumáticos modificadores da doença. São a base da medicação na AR, pois são os medicamentos que tentam evitar a progressão ou o desenvolvimento da doença.
- Fármacos ou medicamentos biotecnológicos
São a nova classe de medicamentos. Também são modificadores da doença e existem há cerca de 10 anos. Estes medicamentos são tecnologicamente mais evoluídos e apresentam grandes melhorias no controlo da doença. Existem diversos tipos de administração, como por exemplo através de um soro ou até mesmo em caneta de auto-aplicação. É a área de maior desenvolvimento e de maior impacto no tratamento da AR.
Estes medicamentos são utilizados com regras apertadas, sendo apenas indicados para aqueles cuja doença não se encontre controlada com os DMARD’s tradicionais, ou quando há intolerância ou efeitos secundários importantes com os DMARD’s tradicionais.
Pelas suas características, custo para a sociedade e efeitos adversos, são medicamentos que implicam um controlo apertado e uma utilização muito controlada. Estão neste momento disponíveis ou em vias de utilização 6 medicamentos diferentes de biotecnologia.
Dr. Luís Cunha Miranda