Os primeiros sintomas da EA são, muitas vezes, dor nas regiões glúteas ou lombalgia, que são causados por inflamação das articulações sacroilíacas e coluna vertebral. Este tipo de dor é inflamatória, e manifesta-se de forma insidiosa, lenta e gradual, sendo difícil precisar o momento exacto em que os sintomas começaram. A lombalgia ocorre quando o doente está em repouso, melhorando com a actividade física. Desta forma, a dor é geralmente pior nas últimas horas da noite e de manhã cedo. Quando a pessoa se levanta e inicia a actividade normal, existe alívio ou até mesmo desaparecimento da dor.
Com o tempo, a dor e a rigidez podem evoluir para a coluna dorsal e cervical. As vértebras fundem-se, fazendo com que a coluna perca flexibilidade e se torne rígida, limitando os movimentos. A grelha costal também pode ser afectada, causando a dor e diminuição da expansão do peito.
A tumefacção e a dor também podem ocorrer nas articulações das ancas, ombros, joelhos e tornozelos. Pode haver inflamação dos ligamentos ou tendões, como por exemplo dor no tendão de Aquiles.
A espondilite anquilosante é uma doença sistémica, o que significa que podem ser afectados outros órgãos do corpo. Em algumas pessoas, pode ocorrer febre, perda de apetite, fadiga ou envolvimento de outros órgãos, como pulmões e coração, embora isto aconteça raramente.
Pode haver uma diminuição da função pulmonar, por diminuição da elasticidade do tórax. Nesse sentido, as pessoas que sofram desta doença devem evitar fumar.
É relativamente comum a inflamação do olho (uveíte), que ocorre em ¼ dos pacientes com EA. A uveíte manifesta-se como dor e vermelhidão dos olhos ("olho vermelho"), exigindo atenção por parte do oftalmologista.
Dr.ª Helena Santos