Reconhecimento da psoríase como doença crónica, isenção das taxas moderadoras nas consultas e passagem ao escalão "A" (máximo) de comparticipação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) dos medicamentos tópicos e sistémicos são reivindicações antigas de quem padece desta doença e que poderão ser satisfeitas amanhã. quinta-feira.
Dia em que estarão em discussão no Parlamento dois projectos de decreto-lei do Bloco de Esquerda e um do CDS-PP sobre esta matéria.
Em Portugal, estima-se que existam entre 250 mil a 300 mil pessoas afectadas por esta doença, que não tem cura e chega a ser incapacitante. Cerca de 10% dos doentes desenvolvem artrite psoríaca, que se traduz por dor ou deformidade. "Mas como não é reconhecida pelo Estado como doença crónica, não é possível pedir baixa médica por este motivo", refere Vítor Baião, presidente da PSOPortugal - Associação Portuguesa de Psoríase.
Não existe cura para a doença, mas há tratamentos. O problema, ainda segundo Vítor Baião, são os custos associados a estes. "Por vezes, é necessário gastar cerca de 200 euros por mês em medicamentos, que só são comparticipados em 37%, e nem todos os doentes podem suportar a despesa", diz. "Muitos deixam o tratamento, o que os leva a uma situação em que só é possível o tratamento com medicamentos biológicos, que só são dispensados nos hospitais e custam cerca de 1500 euros por mês ao SNS".
O presidente da PSOPortugal refere igualmente que se trata de uma doença traumatizante, que acarreta, por vezes, problemas psicológicos aos doentes.
Fonte : Jornal de Notícias