A Osteoporose é frequentemente chamada de “ameaça oculta”: é uma doença cujo primeiro sinal ou sintoma é o da fractura que ocorre no decurso de um traumatismo mínimo ou na ausência do mesmo. Pode decorrer muitos anos de uma forma insidiosa sem que o doente se aperceba que sofre de Osteoporose.
As fracturas que mais vezes decorrem no decurso desta doença são:
- Vértebras
- Colo do fémur (anca)
- Antebraço (punho)
São também frequentes fracturas das costelas e bacia, embora possam ocorrer fracturas em qualquer porção do esqueleto.
As fracturas da anca e do pulso são, evidentemente, fáceis de reconhecer. As fracturas vertebrais, pelo contrário, são bastante mais discretas clinicamente (pensa-se que 50% não tenham tradução na clínica). Uma compressão ou uma fractura vertebral, que resulta de um passo em falso ou de um movimento efectuado ao levantar um objecto pesado, manifesta-se por uma dor aguda. Várias fracturas vertebrais podem levar a um quadro doloroso crónico, perda de estatura corporal, aumento da cifose (curvatura) das costas e, in extremis, a diminuição da capacidade respiratória.
No conjunto, isto acarreta dor e perda de qualidade de vida; há diversos trabalhos que indicam que uma osteoporose fracturária pode aumentar o risco de mortalidade.
Possíveis consequências da osteoporose
- Fracturas da anca, do pulso e das vértebras
- Diminuição da qualidade de vida
- Dor prolongada
- Dificuldade em manter-se de pé; necessidade de recorrer a auxiliares de marcha
- Diminuição da estatura e curvatura das costas
- Degradação do estado geral
- Redução da autonomia; dependência de terceiros
Dr.ª Eugénia Simões