A Esclerodermia ou Esclerose Sistémica (ES) é uma doença reumática crónica de causa desconhecida, caracterizada por alterações vasculares, produção de anticorpos dirigidos contra partes do próprio corpo (auto-anticorpos) e aumento da produção de tecido fibroso, quer na pele, quer em órgãos internos do corpo.
O termo “Esclerodermia” refere-se ao endurecimento da pele (esclero = dura; derme = pele). A utilização do termo “Esclerose Sistémica” ou “Esclerodermia Sistémica” é mais correcta, exceptuando para as formas localizadas, atendendo ao facto de que a fibrose gerada pela doença atinge com frequência outros órgãos além da pele. Algumas formas da doença são progressivas, mas numa boa parte o quadro clínico pode estabilizar e ser controlado com uma intervenção médica regular.
A ES pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais frequente entre os 25 anos e os 55 anos, com maior prevalência no sexo feminino. É uma doença pouco comum, calculando-se que existam em Portugal cerca de 2500 doentes.
Devemos notar que, apesar do aspecto exterior de certas zonas da pele dos doentes com ES, esta doença não é contagiosa. Também deve ser salientado que a ES não é hereditária.
Dr. Paulo Coelho