Emergência Global Coronavírus, Com Entrada Na Europa Via Portugal

Exmos.(as) Senhores(as),

Ao longo das últimas semanas o PDR – Partido Democrático Republicano tem estado atento ao desenvolvimento da epidemia resultante do novo Coronavírus e das (poucas) acções realizadas pelo Governo português, de maneira a que este novo surto epidémico seja mantido fora de Portugal.

Desta forma, preocupa-nos que um voo que deslocou de Hong Kong com destino à Islândia e onde estava um passageiro que é natural da província chinesa de Wuhan, tenha sido autorizado a aterrar ontem nos Açores.

Relembramos que Wuhan é a localidade onde se iniciou a epidemia do Coronavírus e onde também se situa o principal laboratório fabricante de armas biológicas da China, o que não podemos deixar de dizer que é uma estranha coincidência.

Nesse voo para a Islândia, os passageiros não foram aí autorizados a desembarcar, tendo apenas existido o reabastecimento do avião.

Após o reabastecimento do avião, o voo descolou da Islândia com destino às Bahamas, onde mais uma vez não foram autorizados a desembarcar, assim que as autoridades de imigração verificaram que a bordo estava um passageiro proveniente de Wuhan.

O novo destino desse avião, onde nos foi confirmado que estava um passageiro a bordo que é natural da província chinesa de Wuhan, foi os Açores, isto depois de descobrirem que mais nenhum país europeu aceitava que os passageiros desembarcassem.

Acontece que nos Açores todos os passageiros desembarcaram sem qualquer problema ou restrição, tendo ficado alojados em hotéis, sem que sequer tenham sido examinados.

Esses passageiros estão agora a tentar obter uma autorização para regressar para a China ou Hong Kong, onde também não os querem aceitar por haver um passageiro que veio de Wuhan, mas em Portugal parece que não há qualquer problema e alguns desses passageiros, até já conseguiram apanhar hoje um avião com destino a Lisboa.

Esta situação de desleixo pela saúde pública e que nos afecta a todos vai ao encontro do que a Directora Geral de Saúde afirmou há dias, quando declarou que “a China tem sido exemplar nos rastreios e não há necessidade de fazermos mais nada”.

Talvez o que a Directora Geral de Saúde queria dizer é que não sabe o que fazer, e se for assim só tem de pedir a sua demissão, pois ainda menos de um dia depois da sua Conferência de Imprensa, um cidadão italiano que estava no Porto, suspeito de estar infectado com o Coronavírus, esteve quatro horas e meia dentro de uma ambulância porque ninguém sabia o que fazer com ele.

O nosso país até pode estar no fim da Europa, mas perante um cenário de emergência global não pode ter uma actuação governativa de quem está no fim do mundo.

Em Espanha está confirmado o primeiro caso, em muitos Países Europeus há casos confirmados e em todos há uma regra em comum: 14 dias de quarentena, isolados por ser este o tempo de incubação do vírus durante o qual poderá não haver sintomas.

Estamos perante uma crise de saúde global, potencial, com profundas implicações económicas e mesmo políticas (quer a origem do vírus seja natural quer seja manipulada).

O PDR entende que face a esta emergência de saúde que se perfilha no horizonte próximo, o governo e demais autoridades deveriam estar a ter uma acção mais dinâmica e restringir a circulação por território nacional, de pessoas oriundas da China (ou que lá tenham estado recentemente) e impor um período de quarentena cientificamente estabelecido, antes de permitir a entrada das mesmas em território nacional.

Nesse sentido, não compreendemos e não aceitamos como é que, num caso de emergência global de acordo com a  Organização Mundial de Saúde, se pode alegar o cumprimento em sentido estrito da nossa Constituição, nomeadamente o artigo 27.º, para não colocar portugueses que estiveram na China em quarentena e proteger os restantes cidadãos, mas quando é necessário suspender direitos laborais ou outros, os sucessivos governos portugueses já não têm qualquer problema em fazê-lo.

Por essa razão, iremos enviar uma proposta ao Governo sobre esta questão e solicitar uma audiência urgente ao Presidente da República para apresentação do novo presidente do PDR, o Dr. Bruno Fialho, e veicular a nossa opinião sobre este e outros problemas sociais e económicos importantes.

Com o pedido de divulgação, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

O Presidente PDR 

Dr. Bruno Fialho