Telescola – Implementação Provisória e Imediata

O PDR – Partido Democrático Republicano foi o primeiro partido político a solicitar que o Governo tomasse medidas de antecipação que permitissem impedir a entrada do coronavírus em Portugal, nomeadamente quando no passado dia 2 de Fevereiro, ao exigirmos medidas de prevenção necessárias devido à permissão de entrada em território nacional a um avião particular vindo da China, o qual tinha sido recusado desembarcar em vários países porque tinha a bordo um passageiro que tinha estado na província chinesa de Wuhan, exactamente o local onde esta pandemia começou,

Também exigimos que não fosse dada a autorização de desembarque nos Açores, mas tal não surtiu efeitos e, inclusive, até fomos acusados de querer tirar proveito político da situação, o que consideramos inadmissível.

Depois de estudarmos e analisarmos os efeitos e as consequências do coronavírus, avisámos os portugueses que a situação relativa ao mesmo tinha todas as probabilidades de se tornar numa pandemia, mas rapidamente fomos acusados de alarmismo social.

Neste momento o PDR compreende o porquê de nos terem acusado de querer tirar algum tipo de aproveitamento político e de nos acusarem de alarmismo social, porque o Governo e até alguns partidos políticos quiseram ocultar a sua incompetência em lidar com este tipo de situações, pois apenas tem havido uma acção reactiva a todo e qualquer problema que surge e até agora nunca teve uma única medida de antecipação ou qualquer ideia para minorar os efeitos das medidas que foi obrigado a tomar pela União Europeia ou que copiou de outros países.

Nesse sentido, recordamos que o PDR já emitiu um comunicado a exigir que se criasse imediatamente legislação especial a fim de possibilitar a suspensão das prestações bancárias a quem fosse afectado por toda esta situação.

Ontem o Governo mandou encerrar todas as escolas do país até ao dia 9 de Abril, existindo posteriormente uma nova avaliação sobre esta medida e se ela irá ser prolongada ou não.

Perante este cenário, o PDR propõe que seja recriada a Telescola, criada em Portugal no dia 6 de janeiro de 1965 e que teve emissões regulares até 1987.

Não sendo possível leccionar por este método de ensino todas as disciplinas, consideramos que, pelo menos, deverão ser abrangidas as disciplinas que terão exames nacionais, a fim de, no médio e longo prazo, não prejudicar ainda mais esta geração de adolescentes que já o vem sendo com as medidas facilitadoras de passagem de anos escolares, pois se no dia 9 de Abril o encerramento das escolas se prolongar por mais 15 dias, aí a Telescola não surtirá os efeitos que desejamos. A Telescola permitirá ajudar a controlar o coronavírus; irá demonstrar que o serviço público escolar e da televisão portuguesa são importantes e não podem ser entregues a privados, o que têm é de ser melhor geridos e erradicada a corrupção existente e, por último, será uma forma de assegurar a continuidade da qualidade de ensino a milhares de jovens que estão em casa sem aulas e têm exames à porta.