AS FALSAS LUTAS PELO MEIO-AMBIENTE

 

Após ter sido conhecida a decisão da ANAC de reprovar o Aeroporto Complementar do Montijo, logo de seguida apareceram uns supostos ambientalistas, que apenas o são quando lhes convém, a gritar que, para além de ser bom não construirmos um novo aeroporto internacional, devíamos de reduzir drasticamente o número de voos no mundo, para conseguirmos reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE).

É nestes engodos que a nossa Juventude, e não só, vai caindo, porque na maioria das escolas já não se ensina o “espírito critico”, mas apenas existe a ditadura do politicamente correcto.

Esclareço os mais incautos que um novo aeroporto, devido ao uso de novos materiais, permitiria reduzir os efeitos nefastos que o actual Aeroporto Humberto Delgado provoca.

Para além disso, os aviões mais recentes são mais eficientes, gastam menos combustível e, consequentemente, poluem menos.

Desta forma, não é preciso ser engenheiro espacial para chegar à conclusão de que, actualmente, o facto de haver mais aviões não é igual a existir mais poluição, bem pelo contrário.

Acontece que estas evoluções tecnológicas apenas acontecem porque há um aumento da procura, caso contrário, ainda estávamos todos a viajar em balões de ar quente.

Mas, o que dizer aos jovens que querem viajar pela Europa para frequentarem os programas erasmus e afins?

E o que dizer aos reformados, que com o pouco tempo de vida que têm, pois hoje em dia trabalhamos quase até morrer, não podem usufruir daquilo que, provavelmente, não tiveram em novos?

Ou como justificar que quem trabalha para poder viajar um pouco pelo mundo enquanto é jovem, fica condicionado porque, mais uma vez, a mentira do politicamente correcto venceu?

Acredito que temos muito a melhorar na luta por um melhor meio-ambiente, mas o caminho não é fechar tudo o que parece menos bom, mas sim saber utilizar a ciência em nosso favor, para também melhorarmos a nossa qualidade de vida.

Continuamos a acreditar em tudo o que é defendido pelos adeptos do politicamente correcto, até ao dia em que ficaremos sem vida social, trabalho e família.

Bruno Fialho
Presidente do PDR