Em primeiro lugar, contrariamente a esta caricatura que fizemos dos povos do norte da Europa, através de uma associação ao célebre pintor holandês Van Gogh, o PDR – Partido Democrático Republicano não acredita que os holandeses passem o dia nos cafés a consumir drogas ou a visitar os bordéis e as lojas de sexo do Red Light District, em Amesterdão, na Holanda.

A nossa caricatura tem como alvo principal a revista holandesa Elsevier Weekblad (EW), que presenteou todos os portugueses com uma capa onde apresentou uma imagem que mostrava dois cidadãos do norte da Europa a trabalhar e dois cidadãos do sul da Europa a tomar banhos de sol e a falar ao telemóvel, com a seguinte frase: “Nem mais um cêntimo para o sul da Europa“.

Mas a revista holandesa apenas teve a audácia de fazer uma caricatura ridícula e ofensiva para com os povos trabalhadores do sul da Europa, a quem os países do norte “carinhosamente” colocaram o acrónimo de PIGS, para se referirem ao conjunto dos países constituídos por Portugal, Itália, Grécia e Espanha (Spain), porque se sentiu escudada nas atitude xenófobas que existem contra estes 4 países do sul, protagonizadas por dois ministros holandeses, que em vez de defenderem a solidariedade europeia, pois esse é um dos pilares da União Europeia, preferiram ofender esses povos.

Para que melhor entendam a nossa indignação, relembramos as declarações que o ministro das finanças holandês, Wopke Hoekstra, fez, quando afirmou que a Comissão Europeia devia investigar países como Espanha, que dizem não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus ou as proferidas pelo antigo presidente do Eurogrupo e também ex-ministro das finanças da Holanda, Jeroen Dijsselbloem, que acusou os europeus do Sul de gastarem dinheiro em copos e mulheres.

O PDR não pode deixar de mostrar indignação por estas ofensas a todos os portugueses e pelas conhecidas posições que a Alemanha, Holanda, Finlândia e Áustria têm tido sobre os países do sul da europa.

Não basta dizer que certas declarações são repugnantes, tal como disse o nosso Primeiro-ministro há tempos sobre as declarações do ministro holandês Wopke Hoekstra, pois Portugal e os portugueses merecem mais e melhor.

São estas posições xenófobas de dirigentes dos países do norte da Europa que abalam os alicerces Europeus que, ao contrário da mensagem que têm tentado passar, consideramos que também têm sido beneficiados pela União Europeia, seja porque as sedes de grandes empresas portuguesas ou de outros países do sul da europa, têm mudado para a Holanda ou porque, como os países do norte da Europa não têm um mar e clima como o nosso, reiteradamente tentam acabar com a nossa pesca e agricultura.

No entanto, os nossos “amigos” do norte da Europa gostam de passar férias em Portugal e até ficam a viver no nosso país, gozando uma reforma dourada, porque não pagam tantos impostos.

Neste momento, esses quatro países do norte da Europa, mas principalmente a Holanda, têm exaltado a economia em prol da segurança e da saúde publica, tentando destruir os laços (poucos) de solidariedade que ainda vão existindo entre os diferentes países da União Europeia – U.E. –.

Mas não são apenas os dirigentes desses países que fazem declarações xenófobas ou absurdas e que, os poucos, começam a ser consideradas normais, como aquelas que a ex-directora do FMI, Christine Lagarde, fez em 2018: “Os idosos vivem demasiado e isso é um risco para a economia global! Há que tomar medidas urgentes”.

Relembramos que estas foram declarações vindas da mesma mulher que em 2017, por causa do défice português, já tinha puxado as orelhas a Portugal, sobre “os perigos para as contas públicas do envelhecimento da população”.

Ou seja, os cidadãos do norte da Europa podem vir disfrutar do nosso clima e do nosso país, mas, na opinião deles, os portugueses não o podem fazer, seja quando são novos e muito menos quando são mais velhos, porque, pelo sentido das palavras de alguns adeptos de uma sociedade pró-hitleriana, os velhos são para matar porque fazem mal à economia nacional.

Todavia, os mesmos que criticam Portugal e os restantes países do sul da Europa já podem passar o dia a consumir drogas nos cafés, que estão legalizados para esse efeito, ou a visitar as prostitutas de janela na rua da luz vermelha, onde tudo ou quase tudo é legal.

É para isto que nos juntámos à União Europeia, para sermos ofendidos e gozados por ministros holandeses e restantes países do norte da Europa?

Foi para isto que portugueses derramaram ao longo de séculos sangue para defender a honra e o território do nosso país?

É a isto que chamamos viver numa sociedade europeia de progresso? Não!

Para tal deveríamos de ter uma União Europeia neutra e que não abandona cada País à sua sorte.

Não basta dizermos palavra soltas como “mesquinhez” e que “discurso repugnante”, mas sem qualquer efeito prático, como se pode observar pela ofensa que a revista EW fez aos países do sul da Europa, nomeadamente a Portugal.

E para que de uma vez pelos por todas, os países do norte da Europa entendam que Portugal e os portugueses são mais produtivos do que eles, esclarecemos que no nosso país a média de horas semanais de trabalho são superior a 40 horas e há três países europeus em que os trabalhadores cumprem, em média, 35 horas ou menos por semana: Alemanha (35 horas), Dinamarca (33 horas) e Holanda (30 horas).

Portanto, existe uma enorme diferença entre Portugal, Alemanha e Holanda, pois enquanto o cidadão alemão e holandês, que tem um salário muito acima da média portuguesa, pode sair do trabalho e passar tempo com a família ou ir fumar um cigarro de haxixe a um qualquer café da especialidade, o cidadão português ainda tem de passar mais algum tempo por dia no local de trabalho.

Afinal o assunto da Europa séria e produtiva (Nórdica) versus a Europa da galhofa que gasta dinheiro (Sul), não saiu de cena.

Por essa razão, gritamos em alto e bom som: Nem mais um cêntimo para o Norte da Europa; enquanto os salários dos portugueses não estejam equiparados a eles ou enquanto a média de horas semanais de trabalho não sejam idênticas.

É por isso que a direita holandesa através do artigo na revista “Elsevier Weekblad” tenta continuar sob a batuta da ideologia de superioridade ética e moral, quando na verdade não a tem.

Essa ideologia fascista e demagoga, tão em voga nos últimos tempos, apenas tem como objectivo o esmagar de toda uma construção Europeia, que não se baseia apenas no crescimento económico, na coesão económica, numa economia de mercado competitivo, mas também na luta contra a exclusão social, contra a discriminação, social e pela solidariedade entre os países que pertencem a União Europeia.

Os objectivos e os valores da União Europeia não se alteraram desde o Tratado de Lisboa em 2007. Desta forma o projecto europeu deixaria de fazer sentido!

É um facto que a União Europeia nasceu por razões políticas só alcançáveis através de uma sinergia económica. Determinando assim um esforço conjunto no desenvolvimento económico de forma a competir com a grandes potências que isoladamente cada país lhes seria inatingível.

Contudo a União Europeia é o exponencial da solidariedade europeia que vai em auxílio dos seus cidadãos aquando de catástrofes e calamidades. Os denominados fundos estruturais são o meio para a nivelação entre as diferentes economias dos 27 países que compõem a UE.

O perigo de ter um putativo fumador de haxixe e ministro holandês a ditar os destinos da União Europeia, que provavelmente cavalga nas nuvens de forma desenfreada para cumprir a sua agenda política, é absolutamente inaceitável!

No PDR somos Portugueses e defendemos Portugal acima de tudo e de todos, pelo que não aceitamos continuar a ser enxovalhados por ministros do norte da Europa, directores-gerais do FMI ou presidentes do Eurogrupo.

Se eles (países do norte da Europa) não cumprem com as regras europeias, tal como se constatou agora com o apoio à companhia aérea Alemã, a Lufthansa, então porque é que Portugal se sujeita às mesmas, pagando sempre em triplicado a factura dos apoios que o nosso país recebe?

Portugal é uma nação independente e assim deve permanecer, mas para isso temos de combater estas ideias pró-hitlerianas, vindas de quem só pode ter estado a fumar substâncias alucinogénas enquanto preparava o seu discurso político.