Vivemos tempos diferentes, os dias de hoje, são de facto diferentes. Todos os povos estão confinados a “4 paredes”, com a agravante de ser uma imposição e não uma escolha pessoal.

Assim, o que difere hoje o 1º de maio, o dia em que e comemorado o Dia do Trabalhador, as suas conquistas como fonte de rendimento, como braço que produz, de todos os outros?

Provavelmente a diferença que teremos em comparação com os anos anteriores, serão as comemorações mais comedidas na via publica, porque efectivamente, cada um de nós vive este dia de modo diferente.

Como um dia de descanso colado ao fim de semana, como um dia de vitorias alcançadas como anteriormente referi.

Mas será que Nós, Mulheres, não merecemos um 1.º de Maio diferente?

Nós as Mulheres que trabalhamos em casa durante 7 dias por semana e sem salário, onde está o nosso 1º de Maio? O que representa para Nos? Apenas um dia de descanso que não podemos ter ou de celebração?

Não teremos de rever algo? 

Pois, e Nós as Mulheres que trabalhamos 24 horas por dia, 7 dias por semana em casa, estamos hoje aqui representadas neste 1.º de Maio? 

Não! Somos invisíveis, não constamos da lista de vencimentos. 

Mas, e Nós as Mulheres que Trabalhamos fora de Casa?

Quem é obrigada a conciliar sucesso profissional, sem ter de descurar o acompanhamento dos filhos no dia a dia?

Quem assume maioritariamente as tarefas domésticas?

Somos a geração do êxito, com carreiras, filhos e trabalho, gerimos tudo. Somos a génese da super-mulher.

Nós as Mulheres que Trabalham Fora de Casa!

NÓS AS MULHERES QUE TRABALHAMOS, que experienciamos diferentes formas de contribuir para a sociedade queremos um 1.º de Maio na sua essência.

Queremos uma verdadeira inclusão no mundo do trabalho no que toca em toda a sua dimensão.

#nosasmulheresquetrabalhamos

Susana Naia
Membro da Comissão Política do PDR