Partido considera que o Primeiro-Ministro deve pedir de imediato desculpas a toda uma classe de profissionais e ao país por ter chamado os médicos de “gajos cobardes”

O Partido Democrático Republicano (PDR) condena veementemente as declarações recentes de António Costa ao apelidar de “gajos cobardes” os médicos que alegadamente se recusaram a prestar cuidados no lar de Reguengos de Monsaraz devido às péssimas condições daquela instituição. O partido considera inaceitáveis e até criminosas as palavras do Primeiro-Ministro, indicando que se exige um pedido de desculpas imediato aos médicos e a todo o país.

O PDR recorda que os médicos em questão já haviam sido ameaçados com um processo disciplinar pelo Presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo, Dr. José Robalo, ex-deputado municipal do PS na Câmara Municipal de Alandroal.

Esta é uma atitude usual com que o Primeiro-Ministro nos tem brindado ao longo do seu mandato quando é contrariado ou confrontado com os problemas do país, pelo que as suas declarações não foram apenas um ataque à classe médica, mas a todos os portugueses. Esta forma de tratar cidadãos portugueses é inaceitável e advém da cultura socialista do “quero, posso e mando”, que se está a tentar enraizar na nossa sociedade.

“Um Primeiro-Ministro tem de ser um verdadeiro chefe de Governo e, independentemente de estar em off ou não, não pode comportar-se desta maneira, pois deve ser um exemplo para os portugueses. Que tipo de mensagem é que passamos aos nossos cidadãos com este tipo de postura? Será esta uma confirmação do laxismo e da falta de pudor a que este Governo já nos habituou, tais como as invulgares nomeações de familiares sem qualquer competência técnica para cargos políticos ou a vontade ideológica de acabar com os chumbos no ensino básico escolar?”, questiona Bruno Fialho, Presidente do PDR. E acrescenta: “O facto de ser em off, na minha opinião, é indiferente, pois sou um defensor de que todas as provas obtidas, licita ou ilicitamente, desde que não o tenham sido através do uso da força ou coacção, devem ser admitidas em Tribunal. Não podemos continuar a privilegiar os infractores em detrimento das vítimas ou da verdade”.

Para que este assunto fique definitivamente ultrapassado, visto não ser motivo para demissão, o PDR espera que este episódio tenha consequências políticas futuras e que o Governo possa concentrar-se em questões verdadeiramente essenciais para o país, nas quais tem fracassado redondamente, tais como o combate à Covid-19 e a recuperação económica.